Radical Chic

Terça-feira, Agosto 10, 2010


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Quarta-feira, Julho 28, 2010


























































Segunda-feira, Dezembro 08, 2008




A MODA NA LUTA CONTRA O HIV


Sexta-feira, Julho 04, 2008








































Sou adepta da terapia das essências florais. Adoro, especialmente, a Maria-sem-vergonha.

· Às vezes, me dá vontade de largar tudo e fugir para uma ilha... Manhattan, Sardenha, Ile Saint-Louis, Capri....

· Homem quando diz que te ama incondicionalmente, indiscutivelmente, apaixonadamente, perdidamente, loucamente, docemente... Homem mente !

· Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos... e os pulsos.

· E aí a gente vai sair daqui, vai para um motel, aí vai transar, aí vai querer de novo, aí eu me apaixono, aí você vai dizer que não quer compromisso, aí eu vou achar você um b*****, aí a gente vai brigar, aí eu vou te odiar... Tem certeza de que ainda quer saber meu nome ?

· Casamento é loteria. Agora, me responda, com sinceridade: quantas vezes você já ganhou na loteria?

· Faço meditação, aeróbica, judô, musculação. Jogo xadrez, vídeo game, King e batalha-naval. Estudo antropologia, física quântica, matemática e arqueologia. Escalo montanhas, faço vôo livre, salto de pára-quedas. Leio, escrevo, toco piano, pinto e bordo. Ufa!!!!! O que a gente não faz para compensar a falta de sexo gostoso...

· Ele era tudo que eu detestava num homem: arrogante, prepotente, autoritário, egoísta e insensível. Mas era gostoso, muito gostoso... segunda-feira, eu começo uma dieta dele... vai!!!!!!



"Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pão, biscoitos... e os pulsos."

do Livro de Pensamentos da Radical Chic





Miguel Paiva, carioca, 54 anos, autor das tiras mais famosas entre os adultos brasileiros. Pelo menos no que diz respeito aos relacionamentos. Sua Radical Chic j tem mais de 20 anos e seu comportamento acomopanhou as transformaes das mulheres ao longo dessas duas dcadas. Hoje Miguel se dedica tambm ao universo masculino, com as tiras do Gato de Meia Idade - um personagem que ele jura que no seu alter ego. "Minha vida particular no renderia nem uma tira!". Est no quarto casamento "O ltimo, espero!", diz.

EPE - Como um homem conseguiu criar uma personagem que representa to bem o universo feminino como a radical chic?
MP - Sempre admirei o sempre admirei o humor feminino na vida real, a meneira com que as mulheres reagem aos fatos da vida. Alm disso, o universo feminino muito rico, mais transparente que o masculino, o que traz tona todos os conflitos. Comecei a me interessar, a prestar ateno e sobretudo a admirar e da, logo depois da srie Happy Days em que j lidava com esse universo, acabei criando a Radical.

EPE - Que mulheres serviram de "matria-prima" pra voc?
MP - As mulheres da minha vida, sejam casadas comigo ou amigas, sempre foram fonte de inspirao. Presto muita ateno a elas e sobretudo no que elas dizem.

EPE - O que mudou na radical ao longo do tempo que mais reflete as mudanas concretas do comportamento feminino?
MP - Nesses 20 anos ela se tornou mais chic e menos radical. Mais cnica menos combativa. Os temas que ela abordava h duas dcadas hoje fazem parte de qualquer repertrio. Os problemas no foram resolvidos, mas ao menos esto na boca de todos.

EPE - O Gato de Meia Idade foi criado depois e hoje tem tanto peso quanto a Radical Chic. Voc sentia falta de poder colocar em pauta mais questes do universo masculino?
MP - Quando a Radical assumiu vida prpria, comecei a sentir necessidade de abordar o universo masculino. Pensei em escrever uma pea, um livro, mas acabei optando por aprofundar esse tema diariamente, numa tira. Hoje acho que j temos, depois de 3.500 tiras, um belo perfil do homem maduro e urbano.

EPE - Acompanha o Gato um sentimento de que o que era slido em sua juventude hoje se desmancha no ar. Essa a grande questo da sua gerao de homens?
MP - Acho que esse um dos temas, s que o que era slido na realidade era s a projeo de uma idia. As coisas vo ficando slidas medida em que as vamos vivendo. Experincia no se tem por antecipao. Acho que o Gato feliz, apesar de confuso e em crise. O que ele mais lamenta no o tempo que passou e sim o tempo que no pra de passar.

EPE - Voc acha que os homens gostam de ler o Gato tanto quanto as mulheres gostam de ler a Radical Chic? Homem gosta de se ver retratado?
MP - Tenho certeza de que as mulheres adoram ler o Gato, ler sobre seus gates. Os homens normalmente no gostam de ser colocados em cheque. uma coisa mais feminina, as mulheres sabem lidar melhor com as prprias questes. Homem no gosta de descobrir suas falhas ou imperfeies. Homem s gosta de se ver retratado se for no podium em primeiro lugar ou ao lado de uma gata de fazer inveja.

EPE - Tenho achado o Gato numa fase meio sexista...Marcando forte as diferenas entre homens e mulheres. At que ponto seus personagens acompanham seu estado de esprito?
MP - Em princpio no acompanham ou procuro no passar. Essa fase sexista acontece de vez em quando, faz parte do pacote das diferenas mas no uma regra. As pessoas tendem a achar que o que acontece com ele acontece comigo. No verdade. Minha vida particular no daria uma tira!

EPE - Como seria um namoro entre a Radical e o Gato? Alis, eles se conhecem?
MP - Eles se conhecem, mas no se bicam! Ela seria muito questionadora para ele, muito dominadora, crtica, exigente. Areia demais. E ele seria muito inseguro, bobo, o que no bate com a idia da Radical sobre o que o homem ideal.

EPE - Voc acha que uma saudvel guerra dos sexos interessante para a humanidade?
MP - No. Acho que as diferenas so teis, mas as pessoas tem a tendncia a considerar diferenas como antagonismos. As diferenas que se unem, se encaixam. Duas pessoas diferentes e inteiras podem dar um belo casal.



Radical Chic virou personagem em 1982, pelas mãos de Miguel Paiva, aparecendo na última página da Revista de Domingo do Jornal do Brasil. Já tinha os cabelos curtinhos e vermelhos e o corpinho magro e sensual. Depois de dois anos, ela sumiu, voltando definitivamente em 1987, na mesma página da Domingo, onde ficou até 96. Passou a freqüentar, então, com a mesma desenvoltura, o Caderno Ela e depois o RioShow, ambos do Globo. Foi personagem também da Folha de S. Paulo e, após quatro anos, mudou-se para o Estado de São Paulo, onde permanece até hoje. Na televisão, foi representada por Andréa Beltrão, em série que a Rede Globo levou ao ar. E, como não poderia deixar de ser, foi a primeira personagem de quadrinhos a posar para a Playboy